“Portugal lançava navios, agora lança start-ups”, afirma a Bloomberg

2017-02-06

“Portugal lançava navios, agora lança start-ups” dá título ao artigo da Bloomberg sobre o empreendedorismo luso e as oportunidades que o Brexit poderá trazer.

Edward Robinson começa por contar a história da Codacy.  Para o jornalista, Jaime Jorge fez algo que poucos portugueses já fizeram: recusou um emprego na Google em Londres. Com 24 anos, o programador co-fundaria com João Garcia a empresa que, cinco anos mais tarde, veria os seus algoritmos, para correção automática de erros em no código de software, a serem utilizados por gigantes como a PayPal e a Adobe.

Para a Bloomberg, trata-se de algo novo num país pequeno com ma economia estagnada e um sector bancário sobre pressão. No passado, os melhores ingressavam em consultoras globais e a maioria dos que queriam criar a sua start-up, não o faziam em terras Lusas.

Este movimento é explicado por uma “confluência de forças” que leva os empreendedores a criar as empresas em Portugal. A “cloud computing” e o envolvimento do meio académico são elencados como alguns dos principais factores. Os salários em Portugal também são referenciados, sendo apontado o caso da plataforma de equity crowdfunding fundada por Carlos Silva e Jeff Lynn , Seedrs, cuja sede está em Londres mas tem a equipa de desenvolvimento em Lisboa.

A Bloomberg não acredita que o Brexit leve a um êxodo de start-ups, mas que possa levar os novos empreendedores a optarem por uma localização com acesso ao mercado único.

A aposta portuguesa na promoção e o Web Summit são apontados como mais-valias do nosso país. João Vasconcelos, secretário de Estado da Indústria e fundador da Startup Lisboa, afirma que Portugal tem a “sua própria identidade” “Durante séculos fomos para o estrangeiro. Os empreendedores portugueses nascem com um pensamento global”, salientou.

O artigo termina referindo que o verdadeiro teste chegará dentro de dois anos, quando geração de start-ups da Codacay solicite financiamento para a chamada fase de crescimento. Para o efeito, provavelmente, terão de recorrer a fundos que estão sediados em  Silicon Valley, Londres ou até em Singapura. O sucesso destes empreendedores na angariação de capital permitirá a criação de mais postos de trabalho, mais riqueza e transformar as suas apostas em regressarem com o capital para criar mais produtos, mais empregos e uma maior riqueza, vai estar no caminho para transformar as suas apostas em algo indelével”.

Fonte: Excelência Portugal

Foto: Dinheiro Vivo